top of page
Buscar

O Inverno chegou! E agora, José/Maria, para onde?

  • há 14 minutos
  • 2 min de leitura

Foto: Anderson Barbosa/Que Vem das Ruas
Foto: Anderson Barbosa/Que Vem das Ruas

Domingo, 21 de junho de 2026. Quando os ponteiros marcavam 5h25, a estação mais fria do ano chegava ao Hemisfério Sul do planeta Terra. Um inverno um tanto contraditório, segundo os meteorologistas, por causa do El Niño, ou Super El Niño. As previsões são de temperaturas mais altas, poucas chuvas e risco de seca severa, além de queimadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Por outro lado, no Sul, é esperado um aumento das chuvas intensas.


Independentemente da região, uma preocupação precisa entrar na pauta dos nossos governantes: a relação do clima com as pessoas em situação de rua, que hoje, no país, já passam de 388 mil. Nas temperaturas baixas, algumas até negativas, essa população precisa ser aquecida para evitar a hipotermia, que pode levar à morte. Exposta nas calçadas, sofre com a falta de uma política pública eficaz e eficiente, comprometendo o direito à vida.


É impossível, para quem tem um lar, imaginar a sensação de enfrentar uma noite ou madrugada de frio intenso. Da mesma forma, compreender o vazio do estômago bombardeado pelo ácido clorídrico, pronto para fazer a digestão dos alimentos que quase sempre demoram a aparecer. Sem alimento, ele corrói as paredes do órgão.


Aqui na região Nordeste, em Aracaju especificamente, quando o termômetro está na casa dos 23ºC ou 20ºC, já sentimos frio. Imagine a sensação térmica para quem passa a noite sob um papelão, em um banco de praça ou em uma cama de cimento. Sensação de frio que só aumenta quando vem a chuva. A onda de calor esperada por causa do El Niño é outro problema: aumenta a incidência da radiação, o corpo desidrata mais rápido e, para essas pessoas, faltam proteção solar, água e, principalmente, a responsabilidade dos nossos governantes.


É a história do "se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come". E assim, as pessoas em situação de rua, sobrevivendo em extrema vulnerabilidade, sofrem com o esquecimento de uma sociedade que ainda não entendeu o real sentido da comunhão disseminada por Jesus Cristo. Sim, a responsabilidade pelas pessoas em situação de rua também é de cada um de nós. Somos a geração que precisa colocar um ponto final no sofrimento dessa gente que faz sofrer.


Agora, em 2026, temos tudo para fazer as cobranças àquelas pessoas que se colocam à disposição para serem nossas representantes. Outubro está logo ali; a posse será em janeiro de 2027. Mas é agora que precisamos ter a firmeza de exigir um olhar sensível dos políticos, para que os invernos sejam mais aquecidos para quem sofre as consequências das mudanças climáticas. Essas pessoas só querem ser vistas pelo olhar da nossa Constituição Federal. Quando isso acontecer, vai ser tão lindo!


Enquanto 2027 não chega, a fome, a sede, o frio e o calor são urgentes. Esses homens, mulheres, idosos e milhares de crianças precisam de cuidado. Onde estão os grupos de acolhimento? Onde estão as equipes de abordagem? Onde estão os abrigos e os hotéis sociais? Cada minuto perdido é uma vida que também pode deixar de ver o sol da manhã seguinte. O Sol da Justiça Social!




 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page