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Estudantes de direito usam arma de choque para atacar homem em situação de rua

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução/Rede Liberal
Foto: Reprodução/Rede Liberal

Avenida Alcindo Cacela, município de Belém, capital do Pará. Na amanhã da segunda-feira, 13, um homem em situação de rua caminhava tranquilamente quando um estudante de direito se aproxima um aparelho que libera descargas elétricas. Pelo menos dois alunos participaram da ação que foi registrada na calçada de uma universidade particular.


No vídeo que circulou nas redes sociais, dá pra ouvir as risadas dos futuros advogados, que após a repercussão foram expulsos da universidade.


A imagem causou revolta e entregadores de aplicativo tentaram alcançar os suspeitos. Dois correram para dentro do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). Na confusão e a Polícia Militar foi acionada.


Ao G1 Pará, a “Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para apurar as circunstâncias das agressões e se há envolvimento dos suspeitos em outros episódios semelhantes”.

 

Foto: Reprodução/Rede Liberal
Foto: Reprodução/Rede Liberal

Leia a reportagem do G1:

 

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação sobre o caso de agressões com arma de choque contra um homem em situação de rua em Belém na segunda-feira (13). Dois estudantes de direito de uma universidade particular são suspeitos de envolvimento.


Procurador Regional dos Direitos do Cidadão no Pará, Sadi Machado disse que a situação "é grave e demonstra uma série de violências: racismocapacitismo (que trata a pessoa na rua com deficiência mental); e aporofobia, que é a própria discriminação contra a pessoa em situação de rua".


"É preciso dar um basta na violência contra população em situação de rua, que precisa de acolhimento, abrigo, assistência, moradia e cuidados. É neste sentido que vamos trabalhar e cobrar do Poder Público", afirmou.


Os dois jovens suspeitos das agressões contra o homem em situação de rua compareceram à delegacia de Polícia Civil no bairro de São Brás, em Belém, nesta terça-feira (14). Eles foram liberados após ficarem em silêncio no depoimento.


De acordo com as investigações, os suspeitos foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como a pessoa que usa a arma de choque, e Antônio Coelho, que teria registrado a ação.


A defesa de Antônio informou que "não tinha conhecimento da suposta participação dele no caso" e "que tomou ciência dos fatos apenas por meio da imprensa".


Já Altemar Sarmento Filho foi à polícia acompanhado de advogados e com o rosto coberto por um paletó. Segundo a defesa, ele se reservou ao direito de permanecer em silêncio durante o depoimento. O advogado dele disse ainda que vai aguardar a perícia dos vídeos e a conclusão do inquérito policial.


O advogado afirmou ainda que a equipe jurídica vai aguardar a perícia dos vídeos e a conclusão do inquérito policial. Ele também declarou que a arma de eletrochoque utilizada não seria letal, pois estaria danificada.


Em nota, a PC informou que um boletim de ocorrência foi registrado na Seccional de São Brás e um inquérito foi instaurado para investigar o caso. Já o dispositivo de choque foi apreendido e será periciado.


Segundo uma moradora da região, as agressões contra a mesma vítima eram constantes e vieram à tona após uma confusão em frente à universidade particular na segunda-feira (13). No entanto, não há confirmação de quem cometeu as agressões antes.






 

 

 
 
 

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