Mortalidade entre pessoas em situação de rua é 348% maior que na população geral
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A taxa de mortalidade entre pessoas em situação de rua é 348% maior do que a registrada na população em geral, segundo o pesquisador Marco Natalino, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em 2024, foram registradas mais de 6 mil mortes de pessoas em situação de rua no Brasil.
De acordo com o pesquisador, se essas pessoas estivessem domiciliadas e apresentassem o mesmo padrão de mortalidade da população brasileira em geral, o número esperado seria de 1.339 óbitos — o que representa um excesso de mais de 4,6 mil mortes nesse grupo.
A taxa de mortalidade bruta da população em situação de rua foi de 24,03%, enquanto na população geral foi de 7,05%. “Há uma desigualdade social extremamente elevada. A situação de rua faz mal à saúde”, destacou Natalino, que é pesquisador, doutor em Sociologia e Antropologia.
Entre as principais causas e fatores de risco estão: violência física e psicológica, estigma e discriminação, barreiras de acesso aos serviços de saúde, ausência de direitos sociais e humanos, infecções, intoxicações e uso problemático de álcool e outras drogas, além de alimentação e sono inadequados e diversos riscos psicossociais.
Ainda segundo o Ipea, os fatores mais determinantes para a entrada nessa condição são: conflitos familiares e conjugais (47,3%), desemprego (40,5%), uso abusivo de álcool e outras drogas (30,4%) e perda da moradia (26,1%).




Impressiona o dado que mostra que os conflitos familiares superam questões financeiras e até mesmo os vícios.