Cerca de 30% das pessoas em situação de rua trabalham como catadores de material reciclável
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Um levantamento da Coordenação-Geral de Indicadores e Evidências em Direitos Humanos (CGIE), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), aponta que 64 mil 178 ou 29,7% das pessoas em situação de rua atuavam como catadores de material reciclável. A base da pesquisa leva em consideração os dados do Cadastro Único de dezembro de 2024.
O site do Ministério do Meio Ambiente ressalta a importância dessa mão de obra, principalmente no quesito ambiental. Elas acabam atuando como agentes sociais contribuindo para a luta da Agenda 2030 da ONU e na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
“Com destaque para a gestão integrada dos resíduos sólidos. De modo geral, atuam nas atividades da coleta seletiva, triagem, classificação, processamento e comercialização dos resíduos reutilizáveis e recicláveis, contribuindo de forma significativa para a cadeia produtiva da reciclagem", destaca o Ministério.
Para ganhar dinheiro 33 mil 736 (15,6%) pessoas em situação de rua estavam trabalhando na função de serviços gerais; 22.858 (10,685) com vendas; 18.388 (8,5%) com construção civil; 17.309 (8%) como guardadores de carro; e 8.039 (3,7%) como carregadores.
A pesquisa aponta ainda que 35,6% (76.938) utilizavam outras formas para sobreviver e 17,4% (37.578) pedindo dinheiro. O percentual de pessoas em situação de rua de 14 anos ou mais trabalhando como função principal por conta própria eram de 41.854 (13,09%) e com carteira assinada 30.259 (9,46%).
O Plano Nacional Ruas Visíveis (2023) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania afirma que “o trabalho é um direito social fundamental previsto na Constituição Brasileira, sendo imprescindível para a sobrevivência, desenvolvimento e dignidade humana. No entanto, a população em situação de rua enfrenta enormes barreiras no acesso a oportunidades de trabalho e geração de renda, o que acaba perpetuando o ciclo de exclusão e pobreza".
A Política Nacional de Trabalho Digno e Cidadania para a População em Situação de Rua, criada em 2024, chega como uma importante ferramenta para auxiliar essa parcela da população. Na época, 89% viviam abaixo da linha de pobreza com renda per capita inferior a R$665,00.




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