DJ acolhe alagoano em situação de rua que dormia na chuva em Aracaju
- 20 de mai.
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Atualizado: 20 de mai.

Terça-feira, 20 de maio - Diversas regiões de Aracaju sofreram com a chuva torrencial que causou alagamentos em vários pontos da cidade. Foi nesse cenário que um morador da Zona de Expansão de Aracaju acolheu, em sua residência, um homem em situação de rua que dormia em uma calçada da Avenida Melício Machado. Ele teria passado a noite e a madrugada no local e apresentava um quadro de hipotermia — condição em que a temperatura corporal fica abaixo de 35 °C.
Assim que viu a história publicada em uma rede social (Mosqueiro News), o DJ Dubai foi até o endereço, que fica próximo à casa dele, e, após percorrer a região, localizou o homem identificado como Luiz Carlos — um alagoano órfão e em pânico devido a espancamentos sofridos nas ruas.
“Vi o vídeo na página e, ao chegar aqui, procurei saber a história dele. Ele me disse que foi agredido, ficou um tempo no hospital por causa disso e, desde que saiu, está há mais de seis dias dormindo na chuva e no sol. Sabe aquele olhar de uma pessoa que foi à guerra? Aquele olhar de quem viu muita coisa? De medo? O olhar dele é desse jeito. Na hora em que vi, me sensibilizei”, contou emocionado.
Luiz Carlos seguiu com o DJ para a casa do músico, onde, além de encontrar abrigo, tomou banho, recebeu roupas limpas e jantou. Nesta quarta-feira (21), eles tentarão buscar auxílio junto aos equipamentos sociais da Prefeitura de Aracaju.
Após o ato de empatia, Dubai chegou a ser questionado por ter acolhido um desconhecido que passava frio e fome. “Porque ele estava na rua não tem direito de tomar um banho quente? De dormir em uma cama confortável ou de usar uma roupa seca? Vocês acham que estão onde? Gente, caiam na real. Isso aqui é só uma passagem. Estava sentadinho no meu sofá, bem confortável e vi que ele estava próximo de mim. Deus tocou meu coração e fui”, desabafou.
De acordo com o Censo da Pop Rua Aracaju, todos os dias 623 pessoas acima de 18 anos dormem nas ruas da capital sergipana. São pessoas com histórias de sofrimento, lutas e dores nem sempre compreendias pela sociedade e acolhidas pelas políticas públicas.
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