Calor: pessoas em situação de rua são as que mais sofrem
- 6 de jan.
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Antes mesmo do verão começar, às 12h05 daquele 21 de dezembro do ano passado, mais de 358 mil pessoas em situação de rua no Brasil já sofriam com a onda de calor em diversas partes do país. A maioria não tem acesso à proteção solar nem à hidratação adequada, fatores que poderiam amenizar os danos provocados ao organismo.
Especialistas afirmam que a exposição excessiva às altas temperaturas pode causar insolação, desidratação, exaustão térmica, cãibras e até infarto. O site Tua Saúde explica que “o calor excessivo aumenta as perdas de líquido corporal, diminuindo a quantidade de água no sangue e forçando o coração a trabalhar mais para equilibrar a pressão arterial”. Por isso, “pode causar taquicardia ou até mesmo infarto, principalmente em pessoas que já possuem algum problema cardiovascular”.
Uma reportagem do portal Viver Bem destaca outro sintoma muito comum: a hipertermia. “Quando a temperatura ultrapassa 40 °C, há risco real de danos ao cérebro, coração, rins e outros órgãos vitais.”
Em Aracaju, segundo o Censo PopRua Aju, todos os dias 624 pessoas dormem em praças e calçadas da capital — público especialmente suscetível às altas temperaturas e à sensação térmica.
A jornalista Natuza Nery conversou sobre o tema com Priscila Cursi, médica intensivista e voluntária do projeto Médico nas Ruas, e com Denise Duarte, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (ouça: YouTube).
Governo, sociedade civil e cidadãos podem se unir para promover justiça social a essas pessoas. O projeto O Que Vem das Ruas trouxe um exemplo inspirador: um bar que distribui água gelada gratuitamente para pessoas em situação de rua.




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